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O mundo e eu (Desabafo mesmo!)

Posted by Paula Martins on 09:14
O ano de 2009 não foi muito bom para mim em alguns aspectos, mas aí que percebi que quando alguém diz "É na dor que crescemos" está falando a verdade.
Quando uma situação estiver te incomodando, não se acomode, não pare, pois foi assim que eu fiquei. Simplesmente o mundo girava e eu não saía do lugar. O medo e a tristeza me paralisaram.
Nesse ano, conheci muita gente maravilhosa e também descubri que muitos dos meus "melhores amigos" não eram tão amigos assim. Também percebi que dinheiro realmente não compra felicidade, não é demagogia, é fato!
Trabalhei em um ambiente muito pesado esse ano e encerrarei "esse ciclo" esse ano mesmo. Outra coisa que eu aprendi, nunca prorrogue um ciclo que já deveria ter sido encerrado.
Aprendi a amar e valorizar quem está do nosso lado de forma incondicional.
Percebi que não adianta se matricular em um curso "na melhor universidade do Brasil" e não ser o que realmente eu quero para a minha vida.
Coisa boa mesmo é ouvir a sua voz interior, se respeitar, se sentir que precisa relaxar, relaxe. Se sentir que precisa buscar algo novo, busque.
Enfim, esse é o último post "depressivo" do ano, afinal, essa fase já acabou!

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Baseado em fatos reais. E um pouco de ficção.

Posted by Paula Martins on 06:42

Quanto medo eu tenho dele. A ameaça sempre esteve perto de mim e eu nunca pude perceber, mas agora não há como fugir, tenho que enfrentar esse monstro que me cerca.


Tudo começou de maneira inocente, amigos de faculdade, colegas como quaisquer outros, porém, a excessiva tentativa de aproximação dele me assustava. Cheguei a confundir como excesso de carência, ele deveria ter algum problema em casa ou até mesmo de saúde. Mas não. Ele é normal ou um dia foi, já não sei dizer.


Certo dia, a turma havia combinado de sair e eu peguei o telefone de todos, ele viu o meu celular e elogiou, disse que era exatamente o modelo que desejava comprar, mas que estava muito caro. Comentei que já achava que era um tipo de celular que estava fora de moda, que já não gostava mais dele. Ah se eu tivesse ficado calada. Todos os meus problemas começaram nesse momento. Passado o passeio, o qual ele não foi e todos agradeceram por isso, nos reunimos na faculdade e comentávamos alegremente de todos os momentos maravilhosos que tínhamos passado. Ele, sempre distante da maioria, apenas sorria, discretamente. Era nítido que ele não tinha ido junto e não havia presenciado todos os bons momentos que era ditos e repetidos insistentemente por todos.


Enquanto eu guardava os meus livros na bolsa, Ele aproveitou o meu distanciamento do grupo e voltou ao assunto do celular. Pensei que era uma tentativa de se enturmar. Novo engano meu.
Ele novamente comentou do modelo e eu tive a brilhante idéia de vendê-lo, afinal, para mim, já era ultrapassado e eu poderia ganhar uma graninha para comprar um modelo mais tecnológico.

Acerto feito. Celular vendido.


Pouco tempo depois, Ele saiu da faculdade, realmente não tinha se enturmado, era uma espécie de maça podre, ovelha negra da turma. Não que ele tivesse feito algum mal para alguém, apenas não agradava a maioria.


Passados meses de sua ausência, seu nome voltou com força em minha vida. Eis que descubro que possuía uma dívida com a minha antiga operadora, uma dívida que, para mim, não deveria existir. Ele havia mudado o número para conta pós-paga em meu nome e utilizou os meus documentos para comprar outros aparelhos. Pensei que isso tinha sido um pesadelo, mas nada se compara ao que estou sentindo nesse momento.


Ele não é apenas uma pessoa com dificuldades de interação, mas sim, uma pessoa que deveria estar banida do convívio social. Ele é um psicopata e nesse momento está em frente a mim, me ameaçando, tirando a minha paz.


Não tenho para onde correr e nem sei como escapar. A tortura psicológica me deixou paralisada. Será que eu valho apenas míseros reais? Será que por um motivo tão bobo a minha vida será tirada sem que eu ao menos possa me despedir da minha família e de meus amigos?Com a cabeça entre os joelhos e sentindo o gelo do ferro em minha nuca eu só consigo pensar “Que tudo acabe bem, que tudo acabe bem”. E acabou.


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Quanto vale a sua fé?

Posted by Paula Martins on 15:55
As novas (velhas) denúncias contra a Rede Record de Televisão intriga o bom senso dos brasileiros, afinal, quanto vale a sua fé?
Uma reportagem realizada pela Revista Veja apresentou detalhes do esquema dos bispos da Igreja Universal do Reino de Deus que utiliza o dinheiro dos fiéis para enriquecimento ilícito. Estive conversando com um grande amigo meu que trabalha na Record e o mesmo argumentou que a Rede Globo também cresceu utilizando o dinheiro público, afinal, dinheiro proveniente dos cofres públicos é dinheiro do povo, mas que não retorna a sua fonte de origem.
Pois bem, como comunicóloga, que sei muito bem a verdade sobre a imprensa e os meios de comunicação brasileiros, concordo com ele. Mas, como uma pessoa de fé não! Afinal, o que é pior? Usar dinheiro público ou o nome de Deus em vão?

O Brasil, cada vez mais, se mostra uma terra de ninguém, ou melhor, uma terra boa para poucos. A família Sarney continua firme, mas não tão forte no poder. O Collor se julga no direito de mandar alguém "engolir as palavras" ao falar mal dele e agora até Deus entra na roda, mesmo que não seja por opção.

Enquanto penso em fugir desse lugar, eu sigo cantando...

O que não tem governo nem nunca terá
O que não tem vergonha nem nunca terá
O que não tem juízo...

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Tempo...

Posted by Paula Martins on 16:18
Pois é, há muito tempo eu mesma não apareço no meu próprio blog e nem nos blogs que eu mais gosto.
Estive ausente de mim, das coisas que eu gosto de fazer, do que eu realmente quero fazer...Talvez insatisfação ou depressão como diriam alguns médicos que eu não visitei.
Estou em uma fase inquieta na minha vida, onde os pensamentos aparecem do nada e rapidamente se vão, porém, deixam angústias, medos, raiva e outros sentimentos.
Dizem que o tempo cura tudo, espero que ele leve os ventos sombrios para longe de mim e que o tempo de brisas tranquilizadoras apareçam.
Não gosto muito de usar o blog como diário ou confessionário, mas por hoje é o máximo que consigo fazer. Se tem uma coisa que eu aprendi nessa vida é nunca, nunca mesmo, tentar enganar a sua real vontade e o que o seu coração realmente sente...

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Medo do Escuro

Posted by Paula Martins on 16:44
Toc, toc, toc
Alguém bate com força em minha porta
Medo
Fico aterrorizada imaginando a força dessas mãos em meu corpo
Chuva
A tempestade não cessa e os raios são constantes
Grito
Minha garganta seca agoniza com o grito entalado
Força
Cada vez mais forte agora. A minha porta não vai aguentar
Vozes
Outras vozes anseiam o momento da invasão
Trovão
Agora os trovões caem conforme a batida do meu coração
Rompimento
A porta começa a se abrir e aos poucos vejo o meu pesadelo diante dos meus olhos
Golpe
...
Escuridão
Não vejo absolutamente mais nada
Luz
O branco anuncia o início da eternidade.

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Meus braços e o mundo

Posted by Paula Martins on 14:32
Às vezes eu meto os pés pelas mãos, esqueço que meus braços, mesmo abertos, têm pouco mais que um metro e meio. Tento abraçar o mundo e a todos ao mesmo tempo...
Quanto tempo temos para tornar os nossos sonhos em realidade? Na verdade, tenho tantos sonhos que alguns realmente precisam ficar só no meu travesseiro.
Eu queria ter mais horas no meu dia e dinheiro para conhecer o mundo; lugares fantásticos e pessoas maravilhosas. As pessoas me fascinam, sou viciada em tudo o que é novo.
Eu queria estar em vários lugares ao mesmo tempo e não ter que limitar boa parte do meu dia com atividades que não mudam a vida de ninguém, muito menos a minha...

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Anestesia

Posted by Paula Martins on 14:10
Não existe coisa pior que anestesia e eu não me refiro àquela que geralmente dão em hospital, me refiro a anestesia psicológia e sentimental. Muitas vezes, após grandes eventos individuais e coletivos, as pessoas perdem a habilidade de sentir, seja amor ou ódio.
Um dia desses eu estava caminhando na Avenida Paulista, ouvia distraidamente algo bem tranquilo, quando percebi um aglomerado de pessoas em uma das esquinas. Nada mais lógico era pensar que elas esperavam a abertura do farol para atravessarem a rua. Inocência a minha. Todos estavam observando um resgate no meio da avenida que envolveu um motorista de um carro esporte e de um motociclista.
Eu não observei o resgate, mas sim as pessoas, e me dei conta que de todos emanava o mesmo sentimento, frustração. Pois é, frustração por não conseguirem enxergar os feridos, afinal, as viaturas de resgate e da polícia impediam a visão deles.
Me perguntei, "O que se passa com essas pessoas?". Isso é uma forma de estar anestesiado. Quando algo que deveria chocar se torna cotidiano e mundano ninguém mais consegue sofrer com ele.
As pessoas estão extremamente envolvidas com seus sentimentos egocêntricos e colocam os seus interesses acima de qualquer coisas. Aposto que se o acidente acontecesse em um filme ou em uma novela, a sociedade brasileira ficaria "emocionada", pois o fato seria com alguém que estaria "intimamente" envolvido com os sentimentos do (tele)espectador.
O nosso poder de "vigiar e punir" é instantâneo, mas o de nos sensibilizar depende da apuração dos fatos.
Sentir algo, atualmente, é algo racional e menos espontâneo. Estamos todos anestesiados em nossa própria ignorância...

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